Eu queria escrever algo que denotasse meu estado atual, mas o vazio de palavras é tão grande quanto vazio de você(sabe quem? nem eu...). Às vezes pergunto-me se esse "você" não seria eu mesmo, mas o medo de que isso seja apenas uma forma de consolo, me responde que não. E quem me conhece sabe que lidar com o "não" pra mim é tão difícil... Daí esse "não" ecoa nesse vazio me causando a impressão de que a possibilidade de um "sim" se afasta, então eu grito. Mas grito o quê? O "não" que incomoda, o "sim" que se afasta, ou simplesmente "socorro"? "Não" pra quem ou pra quê? E se o meu "socorro" não for ouvido, como suportar a rejeição, o esquecimento?
O vazio que incomodava, torna-se cheio de incômodo.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
Tempo
Invernos
Impérios
Mistérios
Lembranças
Cobranças
Vinganças
Assim como a dor
Que fere o peito
Isso vai passar
Também
E todo o medo, o desespero
E a alegria
E a tempestade, a falsidade
A calmaria
E os teus espinhos
E o frio que eu sinto
Isso vai passar
Também
Saudades
Vaidades
Verdades
Coragem
Miragens
E a imagem no espelho
Como a dor
Que fere o peito
Isso vai passar
Também
E todo o medo, o desespero
E a alegria
E a tempestade, a falsidade
A calmaria
E os teus espinhos
E o frio que eu sinto
Isso vai passar
Também
Isso vai passar
Isso vai passar
Isso vai passar
Também
Isso vai passar
Isso vai passar
Também
Isso vai passar
(Sandy Leah/Lucas Lima)
Impérios
Mistérios
Lembranças
Cobranças
Vinganças
Assim como a dor
Que fere o peito
Isso vai passar
Também
E todo o medo, o desespero
E a alegria
E a tempestade, a falsidade
A calmaria
E os teus espinhos
E o frio que eu sinto
Isso vai passar
Também
Saudades
Vaidades
Verdades
Coragem
Miragens
E a imagem no espelho
Como a dor
Que fere o peito
Isso vai passar
Também
E todo o medo, o desespero
E a alegria
E a tempestade, a falsidade
A calmaria
E os teus espinhos
E o frio que eu sinto
Isso vai passar
Também
Isso vai passar
Isso vai passar
Isso vai passar
Também
Isso vai passar
Isso vai passar
Também
Isso vai passar
(Sandy Leah/Lucas Lima)
domingo, 2 de maio de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Redundância...
"Fica o dito pelo o re-dito e o não-dito". Com essas palavras de Chico repito o que já não é novidade para os que me conhecem a fundo e conhecem o curso do rio de águas caudalosas que me habita.
A tragédia faz metáfora do receio. E que esta tragédia, como de costume, seja catártica. Imaginar que essas águas minhas, tão densas, possam causar o mesmo que presenciamos a dias por águas outras, nem posso pensar, desejar, sequer cogitar. Elas prometem inundar sim, envolver por todos os lados, mas na medida do conforto, do bem estar. A catarse da limpeza, já nos foi cedida, agora nos resta a do amor.
A tragédia faz metáfora do receio. E que esta tragédia, como de costume, seja catártica. Imaginar que essas águas minhas, tão densas, possam causar o mesmo que presenciamos a dias por águas outras, nem posso pensar, desejar, sequer cogitar. Elas prometem inundar sim, envolver por todos os lados, mas na medida do conforto, do bem estar. A catarse da limpeza, já nos foi cedida, agora nos resta a do amor.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Um acorde no peito...
Hoje eu queria um amor pra cantar. Dois olhos atentos ao desenhar dos sons em meu rosto e um dedo doce a pegar as lágrimas que de meus olhos escorressem. Um peito forte o bastante para suportar as poesias e canções que guardo a muito tempo. Lábios alternados entre o meu pescoço e as extremidades de um cálice de vinho, o vinho do amor de que tenho sede.
Uma voz dentro de mim grita: o cálice está vazio...
Uma voz dentro de mim grita: o cálice está vazio...
quinta-feira, 4 de março de 2010
...um jeito de viver nesse mundo de...
Saudades do meu amor, ou do meu quase amor, ou do amor que não tive, ou tive e não o tenho mais, sei lá... saudades da ilusão então - o que me restou disso tudo. Às vezes acho que nem a ilusão restou... Resta a consciência de que esse tal amor-ilusão-desilusão ocupava um lugar significativo, hoje vazio. O vazio dói, né? Antes achava que só doía se tivesse algo ali a incomodar, outra ilusão, hoje desilusão. Iludia-me, também, a pensar que resistia ao amor como a guerra e só agora entendo porque aqueles versos mexiam tanto comigo... "sempre diz que é do tipo cara valente, mas veja só, a gente sabe...". Eita, Camelo esperto...Parece que esse vazio anda cheio d'água, porque todo vez que lembro dele e sinto meu peito contraindo-o, águas saltam aos olhos e rios se formam pelo rosto...
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